segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Minha Porta de Entrada

Leitura Poética por mim Sebastiana
LEITURA INSPIRADA


Marly Gonçalves Rios
É minha porta de entrada,
Brasileira, mineira
Descendente de japonês
Quirinopolina naturalizada.

Diretora de produção
Estilista e escultora,
Em Quirinópolis cidade altaneira
Marly ainda não é valorizada.

Não sabem o que é escultura
Ou falta leitura inspirada?
Não importa! De qualquer maneira,
Marly produz com amor e dedicação
Abrilhantando sua carreira.


Muro, móveis, parede e teto
É lugar de inspiração,
Cada coisa, cada objeto instigador!
Vejo tudo isso um simples feto
Digno de exploração
Atribuindo-lhe valor.

Elefante pra se ouvir as ondas do mar?
Nossas Senhoras?
Até seu endereço tem nome de santa!
D. Pedro, o que é isso?
 Sua espada está mão esquerda!
Ele é sinistro?
Não, nossa independência que é.
Tancredo, ai que medo!
Sereia, que coisas estranhas!
Quanta imaginação
Em constante transformação
E re-significação.

                Tianinha
                      23-09-2010



terça-feira, 31 de agosto de 2010

BIOGRAFIA DE ROBERT RAUSCHENBERG

Robert Rauschenberg , nasceu em 22 de Outubro de 1925 em Port Arthur no Estado do Texas, nos EUA e morreu aos 82 anos em 13 de Maio de 2008 em sua casa, no Estado norte-americano da Flórida.

Foi um artista do Expressionismo abstracto e Pop art. Durante algum tempo estudou farmacologia na Universidade do Texas. Pertenceu à Marinha Americana durante a II Guerra Mundial.

Em 1947 decide estudar arte no Kansas City Art Institute, frequentou também a Academie Julien em Paris, onde conheceu a artista Susane Weil com quem veio mais tarde a casar. Juntamente com ela, Rauschenberg realiza a série Blue Prints que correspondiam a impressões fotográficas sobre o papel azul, onde os seus corpos apareciam em negativos e à escala real.

Em 1948 e 49 até 52, estudou com Joseph Albers no Black Mountain College (North Carolina), onde se tornou amigo de Merce Cunningham, John Cage, David Tudor e Cy Twombly, com quem viajará pela Europa e Norte de África.

no Estado do Texas, nos EUA.

1949 – Instala-se em Nova Iorque. Frequenta a Art Students League, onde trabalha com Morris Kantor e Vaclav Vytlacil até 1952.

1951 – Primeira Exposição individual na Betty Parsons Gallery, NY, onde foram apresentados os seus trabalhos ligados ao movimento do Expressionismo Abstracto, como Mother of God

1952 – Participa na performance Theater Piece #1 de John Cage ; inicia os “combine-drawings”, usando imagens pré-existentes transferidas para papel + frottage em papel impresso

É apresentada uma retrospectiva do “Merz” de Kurt Schwitters, em Nova Iorque na galeria Sidney Janis. Rauschenberg, marcado pela exposição, cria o termo Combine-Painting, para designar a assemblage de objectos encontrados, “que lhe vêm cair às mãos”(Robert Rauschenberg).

1953 – Continua os trabalhos “combinados” (inicia por esta altura a criação das Red Paintings), incorporando pintura e vários objectos (pneus, camas, animais empalhados).

1954 – Cunningham convida Robert Rauschenberg a criar o cenário para a sua coreografia “Minutiae”: a construção através da qual os bailarinos se podiam deslocar é emblemática dos primeiros Combines.

É considerado um dos artistas de vanguarda da década de 50, pois foi nessa época que, depois das séries de superfícies com jornal amassado do início da década, o artista deu início à chamada combine painting, utilizando-se de garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados para a criação de uma pintura composta por não somente de massa pigmentária mas incluindo também estes objetos. Estes trabalhos foram precursores da Pop Art.

Rauschenberg une a pintura à comunicação, privando esta (em sua opinião) de sua aura - conceito desenvolvido nas obras de Walter Benjamin - e dizia não confiar em idéias, preferindo os materiais, pois estes o colocariam em confronto com o desconhecido. O artísta, mais jovem, fez parte do movimento Dadá em Nova York, empregando "processos de collage fotográfica e serigráfica, produzindo impressões diretas de objetos imagísticos sobre placas sensibilizadas" (Thomas, 1994, p. 102).

Acreditava ele que a pintura se relacionava com a vida e com a arte, assim buscando agir entre estes dois pólos. Nessa perspectiva o artista, em Bed (Cama), pinta o que acredita-se ser sua própria coberta, tornando a obra tão pessoal e íntima quanto um auto-retrato, confrontando assim o aspecto pessoal de uma cama arrumada com o meio artístico, ao pendurá-la em uma parede, na vertical. Assim, ainda que a cama perca sua função, ela ainda pode ser relacionada às atividades íntimas nela exercidas.

Nesse ponto, os limites entre a pintura e a escultura são tensionados até sua ruptura, bem como os limites entre o cotidiano e a arte. Os elementos inclusos em seu trabalho fazem referências à cultura popular, enfatizando a teoria de Rauschenberg sobre objetos diários e a arte.

Na década de 60 Rauschenberg usou o silk-screen para imprimir imagens fotográficas em grandes extensões da tela, unificando a composição através de grossas pinceladas de tinta, e ganhou reconhecimento internacional na Bienal de Veneza de 1964.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Rauschenberg


http://www.serralves.pt/fotos/editor2/PDFs/Biografia%20de%20Robert%20Rauschenberg.pdf

Imagem Fotográfica


Tentei mostrar através desse trabalho a arte é muito além do que pintura de cavalete com materiais canônicos ( tela, tinta a óleo e pincel ).
Assim como Robert Rauschenberg, lancei mão de um painel colando imagens fotográficas de minha cidade, feitas por mim durante meu percurso, imagens de revistas, jornais e imagens fotográficas do site de Quirinópolis.
As imagens foram impressas, queimadas e coladas com cola branca sobrepostas, formando uma composição de acontecimentos familiares de vários seguimentos da sociedade, onde cada um é repleto de história para compartilhar com o outro, relacionando a vida com a arte e tornando assim uma cidade educadora.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A CIDADE E SUAS POSSIBILIDADES EDUCACIONAIS

Estágio Supervisionado 3


UNIDADE 1: A cidade e suas possibilidades Educativas



O Estágio I e II possibilitou-me a reavaliação e reconstrução prática docente refletindo sobre rotinas, conflitos e saberes pedagógicos na educação formal.

Planejamos, re-planejamos, desenvolvemos e avaliamos nossas ações pedagógicas.

Nosso desfio no estágio III é de olhar para a cidade com um novo olhar, olhar de maneira diferente aquilo que nunca havíamos prestado atenção. Pensar na cidade como um organismo vivo, pois ela é construída por todos que nela habita.

Uma cidade educadora cultiva seus valores sociais, culturais, práticas solidárias e cidadania coletiva. Sendo assim a cidade é o resultado de um processo cultural, histórico e social que precisa ser olhada com olhar crítico, mais sensível para o contexto e o meio ambiente, colaborando para que a mesma tenha inúmeras portas de entrada, ou seja, ambiências pedagógicas.