Robert Rauschenberg , nasceu em 22 de Outubro de 1925 em Port Arthur no Estado do Texas, nos EUA e morreu aos 82 anos em 13 de Maio de 2008 em sua casa, no Estado norte-americano da Flórida.
Foi um artista do Expressionismo abstracto e Pop art. Durante algum tempo estudou farmacologia na Universidade do Texas. Pertenceu à Marinha Americana durante a II Guerra Mundial.
Em 1947 decide estudar arte no Kansas City Art Institute, frequentou também a Academie Julien em Paris, onde conheceu a artista Susane Weil com quem veio mais tarde a casar. Juntamente com ela, Rauschenberg realiza a série Blue Prints que correspondiam a impressões fotográficas sobre o papel azul, onde os seus corpos apareciam em negativos e à escala real.
Em 1948 e 49 até 52, estudou com Joseph Albers no Black Mountain College (North Carolina), onde se tornou amigo de Merce Cunningham, John Cage, David Tudor e Cy Twombly, com quem viajará pela Europa e Norte de África.
no Estado do Texas, nos EUA.
1949 – Instala-se em Nova Iorque. Frequenta a Art Students League, onde trabalha com Morris Kantor e Vaclav Vytlacil até 1952.
1951 – Primeira Exposição individual na Betty Parsons Gallery, NY, onde foram apresentados os seus trabalhos ligados ao movimento do Expressionismo Abstracto, como Mother of God
1952 – Participa na performance Theater Piece #1 de John Cage ; inicia os “combine-drawings”, usando imagens pré-existentes transferidas para papel + frottage em papel impresso
É apresentada uma retrospectiva do “Merz” de Kurt Schwitters, em Nova Iorque na galeria Sidney Janis. Rauschenberg, marcado pela exposição, cria o termo Combine-Painting, para designar a assemblage de objectos encontrados, “que lhe vêm cair às mãos”(Robert Rauschenberg).
1953 – Continua os trabalhos “combinados” (inicia por esta altura a criação das Red Paintings), incorporando pintura e vários objectos (pneus, camas, animais empalhados).
1954 – Cunningham convida Robert Rauschenberg a criar o cenário para a sua coreografia “Minutiae”: a construção através da qual os bailarinos se podiam deslocar é emblemática dos primeiros Combines.
É considerado um dos artistas de vanguarda da década de 50, pois foi nessa época que, depois das séries de superfícies com jornal amassado do início da década, o artista deu início à chamada combine painting, utilizando-se de garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados para a criação de uma pintura composta por não somente de massa pigmentária mas incluindo também estes objetos. Estes trabalhos foram precursores da Pop Art.
Rauschenberg une a pintura à comunicação, privando esta (em sua opinião) de sua aura - conceito desenvolvido nas obras de Walter Benjamin - e dizia não confiar em idéias, preferindo os materiais, pois estes o colocariam em confronto com o desconhecido. O artísta, mais jovem, fez parte do movimento Dadá em Nova York, empregando "processos de collage fotográfica e serigráfica, produzindo impressões diretas de objetos imagísticos sobre placas sensibilizadas" (Thomas, 1994, p. 102).
Acreditava ele que a pintura se relacionava com a vida e com a arte, assim buscando agir entre estes dois pólos. Nessa perspectiva o artista, em Bed (Cama), pinta o que acredita-se ser sua própria coberta, tornando a obra tão pessoal e íntima quanto um auto-retrato, confrontando assim o aspecto pessoal de uma cama arrumada com o meio artístico, ao pendurá-la em uma parede, na vertical. Assim, ainda que a cama perca sua função, ela ainda pode ser relacionada às atividades íntimas nela exercidas.
Nesse ponto, os limites entre a pintura e a escultura são tensionados até sua ruptura, bem como os limites entre o cotidiano e a arte. Os elementos inclusos em seu trabalho fazem referências à cultura popular, enfatizando a teoria de Rauschenberg sobre objetos diários e a arte.
Na década de 60 Rauschenberg usou o silk-screen para imprimir imagens fotográficas em grandes extensões da tela, unificando a composição através de grossas pinceladas de tinta, e ganhou reconhecimento internacional na Bienal de Veneza de 1964.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Rauschenberg
http://www.serralves.pt/fotos/editor2/PDFs/Biografia%20de%20Robert%20Rauschenberg.pdf
Este têm por objetivo compartilhar com todos, experiencias relacionadas às disciplinas do curso de Licenciatura de Artes Visuais FAV/UFG
terça-feira, 31 de agosto de 2010
BIOGRAFIA DE ROBERT RAUSCHENBERG
Imagem Fotográfica
Tentei mostrar através desse trabalho a arte é muito além do que pintura de cavalete com materiais canônicos ( tela, tinta a óleo e pincel ).
Assim como Robert Rauschenberg, lancei mão de um painel colando imagens fotográficas de minha cidade, feitas por mim durante meu percurso, imagens de revistas, jornais e imagens fotográficas do site de Quirinópolis.
As imagens foram impressas, queimadas e coladas com cola branca sobrepostas, formando uma composição de acontecimentos familiares de vários seguimentos da sociedade, onde cada um é repleto de história para compartilhar com o outro, relacionando a vida com a arte e tornando assim uma cidade educadora.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
A CIDADE E SUAS POSSIBILIDADES EDUCACIONAIS
Estágio Supervisionado 3
UNIDADE 1: A cidade e suas possibilidades Educativas
O Estágio I e II possibilitou-me a reavaliação e reconstrução prática docente refletindo sobre rotinas, conflitos e saberes pedagógicos na educação formal.
Planejamos, re-planejamos, desenvolvemos e avaliamos nossas ações pedagógicas.
Nosso desfio no estágio III é de olhar para a cidade com um novo olhar, olhar de maneira diferente aquilo que nunca havíamos prestado atenção. Pensar na cidade como um organismo vivo, pois ela é construída por todos que nela habita.
Uma cidade educadora cultiva seus valores sociais, culturais, práticas solidárias e cidadania coletiva. Sendo assim a cidade é o resultado de um processo cultural, histórico e social que precisa ser olhada com olhar crítico, mais sensível para o contexto e o meio ambiente, colaborando para que a mesma tenha inúmeras portas de entrada, ou seja, ambiências pedagógicas.
UNIDADE 1: A cidade e suas possibilidades Educativas
O Estágio I e II possibilitou-me a reavaliação e reconstrução prática docente refletindo sobre rotinas, conflitos e saberes pedagógicos na educação formal.
Planejamos, re-planejamos, desenvolvemos e avaliamos nossas ações pedagógicas.
Nosso desfio no estágio III é de olhar para a cidade com um novo olhar, olhar de maneira diferente aquilo que nunca havíamos prestado atenção. Pensar na cidade como um organismo vivo, pois ela é construída por todos que nela habita.
Uma cidade educadora cultiva seus valores sociais, culturais, práticas solidárias e cidadania coletiva. Sendo assim a cidade é o resultado de um processo cultural, histórico e social que precisa ser olhada com olhar crítico, mais sensível para o contexto e o meio ambiente, colaborando para que a mesma tenha inúmeras portas de entrada, ou seja, ambiências pedagógicas.
Blog como espaço pessoal
O blog é um site que permite a atualização rápida apartir de posts, ou postagens, apresentando informações ou notícias sobre os mais diversos assuntos. combina texto, imagens (fixa e em movimento), sons e links para outras páginas da internet. Oferece interação do internauta com o autor e os visitantes. As postagens são geralmente de forma cronológica inversa, podendo ser colocadas por um número variável de pessoas, de acordo com a proposta dos criadores dos blogs.
A linguagem consiste em textos curtos, fugindo da rigidez do tradicionalismo, deixando o leitor próximo do assunto de forma descompromissada e com alternativa de diálogo com o autor e com os outros usuários. Os blogs que surgiram como diários online tornaram indispensáveis como fonte de informação, entretenimento e até referência para pesquisa.
A linguagem consiste em textos curtos, fugindo da rigidez do tradicionalismo, deixando o leitor próximo do assunto de forma descompromissada e com alternativa de diálogo com o autor e com os outros usuários. Os blogs que surgiram como diários online tornaram indispensáveis como fonte de informação, entretenimento e até referência para pesquisa.
domingo, 22 de agosto de 2010
Ama sua Vida? Então Leia.
"Somente os que amam a vida serão capazes de ler o poema todo."
Link do vídeo escolhido
http://www.youtube.com/watch?v=kTbomhAEUL0&feature=player_embedded
Vídeo da aluna Lucimar Maia do Curso de Artes Visuais do Pólo de Alexânia
O vídeo apresenta o cerrado como um grande bioma natural constantemente desmatado pela ação humana, a qual se preocupa simplesmente por uma parte a Amazônia e sabe lá Deus por que.
Antes do presencial havia feito o estudo dos vídeos. Todos são dignos de análise e comparação, mas escolhi este, pois pesquisando na internet havia encontrado este poema que o lendo foi o mesmo que estar vendo o vídeo da Lucimar. Principalmente com a música que toca lá no fundo do coração fazendo a gente refletir sobre as "nossas" atrocidades contra a natureza, contra a própria vida da humanidade.
Texto Poético
AS QUEIMADAS
[5 Vendo DEUS que era grande a malícia do].
homem sobre a terra, e que todos os pensamentos do
seus corações estavam continuamente aplicados para o mal;
6 arrependeu-se de haver criado o homem sobre a terra.
E tocado de intima dor no coração,
7 disse: exterminarei da face da terra o homem que criei.
gênesis: 6, 5-7
Oh que crime cruel comete o homem,
ao tesouro vital que lhe foi dado,
fonte de vida, que bem conservado
livrá-lo-ia dos males que o consomem,
são florestas inteiras que se somem,
a moto serras e fogo consumidas,
cinzas provinda de milhões de vidas,
cruelmente da terra erradicadas.
Ao olharmos a terra devastada,
que tamanha explosão ali houvera???
Que mesmo sem deixar qualquer cratera,
só deixara de resto a fumarada???
Que dor ver a floresta assim tombada,
para onde irão os seres que a habitam?
Como será pessoas que só fitam,
lucro material, sem ver mais nada?....
Não podem ser a feras comparadas,
estas não por prazer destroem a vida,
mas somente na luta por comida,
em parâmetros da LEI por DEUS criada.
O homem, no entanto não vê nada,
quando por ímpia ambição movido,
não vê que detendo a ação terá detido
o baraço, á prole condenada.
E na floresta já desvirginada,
as moto serras com avidez movidas,
faz por léguas, assim serem ouvidas,
como hinos da morte decretada
a mata , que espera ali calada ,
suas vozes que zumbem ,ronca, guincham,
penetrando nos caules, que destrinçam,
e transformando tanta vida em nada.
As árvores que ali são derrubadas,
provocam sons tão tétricos e medonhos,
que nem talvez, no mais terrível sonho,
pudessem ser tais vozes escutadas.
Contrastam com as outras tão caladas,
que acostumadas ao ciciar do vento
escutam agora o último lamento,
das irmãs que vão sendo executadas.
Calam se a ave já mais nada brada,
os pássaros já nas copas não voejam,
e nesta vasta área não adejam,
os ali faziam sua morada.
O som da morte paira, e ali mais nada,
além da própria morte já habita,
e o homem que executa esta desdita
tripudia da vida derrotada.
Já após ser a área devastada,
deixam-na crestar ao sol que ali parece
raios de puro fogo e desverdece
por três meses a mata ali prostrada.
Ansiando o fim da empreitada,
finalmente após fazerem aceiros,
vem o homem cruel, “o açougueiro”,
chegam um fósforo à macega, e o fogo brada.
Do corpo da macega ele se espalha,
penetrando na mata ali caída,
por três meses de sol tão ressequida,
que terrível se alastra como em palha
Transforma-se em labaredas e amortalha
todo animal que para ali volvera,
e com o tremendo caos os envolvera
transformando-os em cinzas de fornalha.
Os troncos a queimar ,zunem , assobiam,
como o desesperado grito de uma prece,
como se a seiva que em si houvesse,
fosse resto de vida que teriam
e que o som que então, ali enviam,
fosse alertas aos homens que perpetram
crime hediondo, e que assim encetam,
viagem ao próprio fim que enunciam.
Sobem as labaredas, e ao céu clareiam
num imenso rubor que ao longe ver-se.
como se o próprio céu fosse acender-se
na maldade dos homens que as ateiam,
e a oblação na pira que incendeiam
fosse por DEUS ali indeferida,
pagando os homens com a própria vida,
o preço vil do mal que ali semeiam.
Estalam os galhos secos, e as folhagens,
tostadas pelo sol são consumidas
com rapidez de pólvora, e reduzidas
a fino pó levado nas aragens.
nos aceiros da roça, ali na margem,
a aba da floresta é atingida
e árvores gigantescas, ainda em vida,
são pelo fogo, em pé, ali crestadas.
As labaredas rodopiam aos ventos
por centenas de metros assim subindo,
e velozes , avançando , vão-se indo
a cobrir toda área em momentos;
conseguem-se imaginar todos os tormentos,
que o escrito mais maniqueísta
e Dantesco que haja, não registra,
e ouvir-se toda classe de lamentos.
Choram ali os vergéis que se consomem,
chora o vento que ao fogo ativa e alastra,
chora o clarão da chama que alabrastra
e a noite; e a escuridão que ante ele somem,
chora as chamas que aos troncos lambem e comem,
de desespero o próprio fogo chora,
na tremenda aflição daquela hora,
lá todos choram, só não chora o homem.
Ah; que torpeza, quanta ignorância,
deste ser racional que se intitula
o mais sábio dos seres, e se rotula
de ser superior; quanta arrogância.
talvez até que na primeira infância,
assim o fosse, mais ali deixara,
toda bondade que de DEUS ganhara
agindo agora em pura discrepância.
OS HOMENS seres maus e abjetos ,
que só poluem , corrompem e desvirtuam,
e em toda área da terra onde atuam
sacrificam a paisagem aos seus projetos,
e embora existam ainda uns poucos retos,
poluem os rios, os mares e o próprio espaço,
e a Terra que os abriga em seu regaço
Um dia OS AFOGARÁ em seus DEJETOS.
Mestre Egídio
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=32200#ixzz0w2wcmuEo
Vídeo da aluna Lucimar Maia do Curso de Artes Visuais do Pólo de Alexânia
O vídeo apresenta o cerrado como um grande bioma natural constantemente desmatado pela ação humana, a qual se preocupa simplesmente por uma parte a Amazônia e sabe lá Deus por que.
Antes do presencial havia feito o estudo dos vídeos. Todos são dignos de análise e comparação, mas escolhi este, pois pesquisando na internet havia encontrado este poema que o lendo foi o mesmo que estar vendo o vídeo da Lucimar. Principalmente com a música que toca lá no fundo do coração fazendo a gente refletir sobre as "nossas" atrocidades contra a natureza, contra a própria vida da humanidade.
Texto Poético
AS QUEIMADAS
[5 Vendo DEUS que era grande a malícia do].
homem sobre a terra, e que todos os pensamentos do
seus corações estavam continuamente aplicados para o mal;
6 arrependeu-se de haver criado o homem sobre a terra.
E tocado de intima dor no coração,
7 disse: exterminarei da face da terra o homem que criei.
gênesis: 6, 5-7
Oh que crime cruel comete o homem,
ao tesouro vital que lhe foi dado,
fonte de vida, que bem conservado
livrá-lo-ia dos males que o consomem,
são florestas inteiras que se somem,
a moto serras e fogo consumidas,
cinzas provinda de milhões de vidas,
cruelmente da terra erradicadas.
Ao olharmos a terra devastada,
que tamanha explosão ali houvera???
Que mesmo sem deixar qualquer cratera,
só deixara de resto a fumarada???
Que dor ver a floresta assim tombada,
para onde irão os seres que a habitam?
Como será pessoas que só fitam,
lucro material, sem ver mais nada?....
Não podem ser a feras comparadas,
estas não por prazer destroem a vida,
mas somente na luta por comida,
em parâmetros da LEI por DEUS criada.
O homem, no entanto não vê nada,
quando por ímpia ambição movido,
não vê que detendo a ação terá detido
o baraço, á prole condenada.
E na floresta já desvirginada,
as moto serras com avidez movidas,
faz por léguas, assim serem ouvidas,
como hinos da morte decretada
a mata , que espera ali calada ,
suas vozes que zumbem ,ronca, guincham,
penetrando nos caules, que destrinçam,
e transformando tanta vida em nada.
As árvores que ali são derrubadas,
provocam sons tão tétricos e medonhos,
que nem talvez, no mais terrível sonho,
pudessem ser tais vozes escutadas.
Contrastam com as outras tão caladas,
que acostumadas ao ciciar do vento
escutam agora o último lamento,
das irmãs que vão sendo executadas.
Calam se a ave já mais nada brada,
os pássaros já nas copas não voejam,
e nesta vasta área não adejam,
os ali faziam sua morada.
O som da morte paira, e ali mais nada,
além da própria morte já habita,
e o homem que executa esta desdita
tripudia da vida derrotada.
Já após ser a área devastada,
deixam-na crestar ao sol que ali parece
raios de puro fogo e desverdece
por três meses a mata ali prostrada.
Ansiando o fim da empreitada,
finalmente após fazerem aceiros,
vem o homem cruel, “o açougueiro”,
chegam um fósforo à macega, e o fogo brada.
Do corpo da macega ele se espalha,
penetrando na mata ali caída,
por três meses de sol tão ressequida,
que terrível se alastra como em palha
Transforma-se em labaredas e amortalha
todo animal que para ali volvera,
e com o tremendo caos os envolvera
transformando-os em cinzas de fornalha.
Os troncos a queimar ,zunem , assobiam,
como o desesperado grito de uma prece,
como se a seiva que em si houvesse,
fosse resto de vida que teriam
e que o som que então, ali enviam,
fosse alertas aos homens que perpetram
crime hediondo, e que assim encetam,
viagem ao próprio fim que enunciam.
Sobem as labaredas, e ao céu clareiam
num imenso rubor que ao longe ver-se.
como se o próprio céu fosse acender-se
na maldade dos homens que as ateiam,
e a oblação na pira que incendeiam
fosse por DEUS ali indeferida,
pagando os homens com a própria vida,
o preço vil do mal que ali semeiam.
Estalam os galhos secos, e as folhagens,
tostadas pelo sol são consumidas
com rapidez de pólvora, e reduzidas
a fino pó levado nas aragens.
nos aceiros da roça, ali na margem,
a aba da floresta é atingida
e árvores gigantescas, ainda em vida,
são pelo fogo, em pé, ali crestadas.
As labaredas rodopiam aos ventos
por centenas de metros assim subindo,
e velozes , avançando , vão-se indo
a cobrir toda área em momentos;
conseguem-se imaginar todos os tormentos,
que o escrito mais maniqueísta
e Dantesco que haja, não registra,
e ouvir-se toda classe de lamentos.
Choram ali os vergéis que se consomem,
chora o vento que ao fogo ativa e alastra,
chora o clarão da chama que alabrastra
e a noite; e a escuridão que ante ele somem,
chora as chamas que aos troncos lambem e comem,
de desespero o próprio fogo chora,
na tremenda aflição daquela hora,
lá todos choram, só não chora o homem.
Ah; que torpeza, quanta ignorância,
deste ser racional que se intitula
o mais sábio dos seres, e se rotula
de ser superior; quanta arrogância.
talvez até que na primeira infância,
assim o fosse, mais ali deixara,
toda bondade que de DEUS ganhara
agindo agora em pura discrepância.
OS HOMENS seres maus e abjetos ,
que só poluem , corrompem e desvirtuam,
e em toda área da terra onde atuam
sacrificam a paisagem aos seus projetos,
e embora existam ainda uns poucos retos,
poluem os rios, os mares e o próprio espaço,
e a Terra que os abriga em seu regaço
Um dia OS AFOGARÁ em seus DEJETOS.
Mestre Egídio
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=32200#ixzz0w2wcmuEo
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Carta: Como me vejo na cidade, como vejo a cidade em mim?
Quirinópolis, 07 de Agosto de 2010
Querida Reijane
Querida Reijane
Professora Reijane escrevo-lhe esta carta para compartilhar com você o que sinto neste momento quanto a minha relação com a minha cidade.
Tento fazer tudo o que posso para dar minha parcela de contribuição para o desenvolvimento educacional e cultural de minha cidade.
Primeiro me vejo na cidade como uma autêntica cidadã que preocupa com o bem estar de todos, principalmente no que diz respeito às artes visuais, fazendo um esforço para a divulgação e preservação do patrimônio cultural e histórico do município.
Quando saio pelas ruas, praças, clubes, festas, escolas vejo a cidade, ou seja as pessoas em mim. Muitos são meu espelho, espelho de vida, de amor, dedicação, alegrias e tristezas também, por não conseguir realizar todos os nossos anseios.
Abraços!
Sebastiana de Oliveira Souza
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