http://www.youtube.com/watch?v=kTbomhAEUL0&feature=player_embedded
Vídeo da aluna Lucimar Maia do Curso de Artes Visuais do Pólo de Alexânia
O vídeo apresenta o cerrado como um grande bioma natural constantemente desmatado pela ação humana, a qual se preocupa simplesmente por uma parte a Amazônia e sabe lá Deus por que.
Antes do presencial havia feito o estudo dos vídeos. Todos são dignos de análise e comparação, mas escolhi este, pois pesquisando na internet havia encontrado este poema que o lendo foi o mesmo que estar vendo o vídeo da Lucimar. Principalmente com a música que toca lá no fundo do coração fazendo a gente refletir sobre as "nossas" atrocidades contra a natureza, contra a própria vida da humanidade.
Texto Poético
AS QUEIMADAS
[5 Vendo DEUS que era grande a malícia do].
homem sobre a terra, e que todos os pensamentos do
seus corações estavam continuamente aplicados para o mal;
6 arrependeu-se de haver criado o homem sobre a terra.
E tocado de intima dor no coração,
7 disse: exterminarei da face da terra o homem que criei.
gênesis: 6, 5-7
Oh que crime cruel comete o homem,
ao tesouro vital que lhe foi dado,
fonte de vida, que bem conservado
livrá-lo-ia dos males que o consomem,
são florestas inteiras que se somem,
a moto serras e fogo consumidas,
cinzas provinda de milhões de vidas,
cruelmente da terra erradicadas.
Ao olharmos a terra devastada,
que tamanha explosão ali houvera???
Que mesmo sem deixar qualquer cratera,
só deixara de resto a fumarada???
Que dor ver a floresta assim tombada,
para onde irão os seres que a habitam?
Como será pessoas que só fitam,
lucro material, sem ver mais nada?....
Não podem ser a feras comparadas,
estas não por prazer destroem a vida,
mas somente na luta por comida,
em parâmetros da LEI por DEUS criada.
O homem, no entanto não vê nada,
quando por ímpia ambição movido,
não vê que detendo a ação terá detido
o baraço, á prole condenada.
E na floresta já desvirginada,
as moto serras com avidez movidas,
faz por léguas, assim serem ouvidas,
como hinos da morte decretada
a mata , que espera ali calada ,
suas vozes que zumbem ,ronca, guincham,
penetrando nos caules, que destrinçam,
e transformando tanta vida em nada.
As árvores que ali são derrubadas,
provocam sons tão tétricos e medonhos,
que nem talvez, no mais terrível sonho,
pudessem ser tais vozes escutadas.
Contrastam com as outras tão caladas,
que acostumadas ao ciciar do vento
escutam agora o último lamento,
das irmãs que vão sendo executadas.
Calam se a ave já mais nada brada,
os pássaros já nas copas não voejam,
e nesta vasta área não adejam,
os ali faziam sua morada.
O som da morte paira, e ali mais nada,
além da própria morte já habita,
e o homem que executa esta desdita
tripudia da vida derrotada.
Já após ser a área devastada,
deixam-na crestar ao sol que ali parece
raios de puro fogo e desverdece
por três meses a mata ali prostrada.
Ansiando o fim da empreitada,
finalmente após fazerem aceiros,
vem o homem cruel, “o açougueiro”,
chegam um fósforo à macega, e o fogo brada.
Do corpo da macega ele se espalha,
penetrando na mata ali caída,
por três meses de sol tão ressequida,
que terrível se alastra como em palha
Transforma-se em labaredas e amortalha
todo animal que para ali volvera,
e com o tremendo caos os envolvera
transformando-os em cinzas de fornalha.
Os troncos a queimar ,zunem , assobiam,
como o desesperado grito de uma prece,
como se a seiva que em si houvesse,
fosse resto de vida que teriam
e que o som que então, ali enviam,
fosse alertas aos homens que perpetram
crime hediondo, e que assim encetam,
viagem ao próprio fim que enunciam.
Sobem as labaredas, e ao céu clareiam
num imenso rubor que ao longe ver-se.
como se o próprio céu fosse acender-se
na maldade dos homens que as ateiam,
e a oblação na pira que incendeiam
fosse por DEUS ali indeferida,
pagando os homens com a própria vida,
o preço vil do mal que ali semeiam.
Estalam os galhos secos, e as folhagens,
tostadas pelo sol são consumidas
com rapidez de pólvora, e reduzidas
a fino pó levado nas aragens.
nos aceiros da roça, ali na margem,
a aba da floresta é atingida
e árvores gigantescas, ainda em vida,
são pelo fogo, em pé, ali crestadas.
As labaredas rodopiam aos ventos
por centenas de metros assim subindo,
e velozes , avançando , vão-se indo
a cobrir toda área em momentos;
conseguem-se imaginar todos os tormentos,
que o escrito mais maniqueísta
e Dantesco que haja, não registra,
e ouvir-se toda classe de lamentos.
Choram ali os vergéis que se consomem,
chora o vento que ao fogo ativa e alastra,
chora o clarão da chama que alabrastra
e a noite; e a escuridão que ante ele somem,
chora as chamas que aos troncos lambem e comem,
de desespero o próprio fogo chora,
na tremenda aflição daquela hora,
lá todos choram, só não chora o homem.
Ah; que torpeza, quanta ignorância,
deste ser racional que se intitula
o mais sábio dos seres, e se rotula
de ser superior; quanta arrogância.
talvez até que na primeira infância,
assim o fosse, mais ali deixara,
toda bondade que de DEUS ganhara
agindo agora em pura discrepância.
OS HOMENS seres maus e abjetos ,
que só poluem , corrompem e desvirtuam,
e em toda área da terra onde atuam
sacrificam a paisagem aos seus projetos,
e embora existam ainda uns poucos retos,
poluem os rios, os mares e o próprio espaço,
e a Terra que os abriga em seu regaço
Um dia OS AFOGARÁ em seus DEJETOS.
Mestre Egídio
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=32200#ixzz0w2wcmuEo
Sei que a linguagem dos blogs devem textos curtos, mas pela relevância do poema em comparação das atrocidades do homem contra a natureza nos últimos dias ousei compartilhar com aqueles com os verdadeiros leitores que preocupam com o bem estar da humanidade.
ResponderExcluirSe conseguiu ler tudo, parabéns!