domingo, 22 de agosto de 2010

Link do vídeo escolhido

http://www.youtube.com/watch?v=kTbomhAEUL0&feature=player_embedded



Vídeo da aluna Lucimar Maia do Curso de Artes Visuais do Pólo de Alexânia


O vídeo apresenta o cerrado como um grande bioma natural constantemente desmatado pela ação humana, a qual se preocupa simplesmente por uma parte a Amazônia e sabe lá Deus por que.

Antes do presencial havia feito o estudo dos vídeos. Todos são dignos de análise e comparação, mas escolhi este, pois pesquisando na internet havia encontrado este poema que o lendo foi o mesmo que estar vendo o vídeo da Lucimar. Principalmente com a música que toca lá no fundo do coração fazendo a gente refletir sobre as "nossas" atrocidades contra a natureza, contra a própria vida da humanidade.

Texto Poético


AS QUEIMADAS

[5 Vendo DEUS que era grande a malícia do].

homem sobre a terra, e que todos os pensamentos do

seus corações estavam continuamente aplicados para o mal;

6 arrependeu-se de haver criado o homem sobre a terra.

E tocado de intima dor no coração,

7 disse: exterminarei da face da terra o homem que criei.

gênesis: 6, 5-7


Oh que crime cruel comete o homem,

ao tesouro vital que lhe foi dado,

fonte de vida, que bem conservado

livrá-lo-ia dos males que o consomem,

são florestas inteiras que se somem,

a moto serras e fogo consumidas,

cinzas provinda de milhões de vidas,

cruelmente da terra erradicadas.


Ao olharmos a terra devastada,

que tamanha explosão ali houvera???

Que mesmo sem deixar qualquer cratera,

só deixara de resto a fumarada???

Que dor ver a floresta assim tombada,

para onde irão os seres que a habitam?

Como será pessoas que só fitam,

lucro material, sem ver mais nada?....

Não podem ser a feras comparadas,

estas não por prazer destroem a vida,

mas somente na luta por comida,

em parâmetros da LEI por DEUS criada.

O homem, no entanto não vê nada,

quando por ímpia ambição movido,

não vê que detendo a ação terá detido

o baraço, á prole condenada.


E na floresta já desvirginada,

as moto serras com avidez movidas,

faz por léguas, assim serem ouvidas,

como hinos da morte decretada

a mata , que espera ali calada ,

suas vozes que zumbem ,ronca, guincham,

penetrando nos caules, que destrinçam,

e transformando tanta vida em nada.

As árvores que ali são derrubadas,

provocam sons tão tétricos e medonhos,

que nem talvez, no mais terrível sonho,

pudessem ser tais vozes escutadas.

Contrastam com as outras tão caladas,

que acostumadas ao ciciar do vento

escutam agora o último lamento,

das irmãs que vão sendo executadas.


Calam se a ave já mais nada brada,

os pássaros já nas copas não voejam,

e nesta vasta área não adejam,

os ali faziam sua morada.

O som da morte paira, e ali mais nada,

além da própria morte já habita,

e o homem que executa esta desdita

tripudia da vida derrotada.


Já após ser a área devastada,

deixam-na crestar ao sol que ali parece

raios de puro fogo e desverdece

por três meses a mata ali prostrada.

Ansiando o fim da empreitada,

finalmente após fazerem aceiros,

vem o homem cruel, “o açougueiro”,

chegam um fósforo à macega, e o fogo brada.


Do corpo da macega ele se espalha,

penetrando na mata ali caída,

por três meses de sol tão ressequida,

que terrível se alastra como em palha

Transforma-se em labaredas e amortalha

todo animal que para ali volvera,

e com o tremendo caos os envolvera

transformando-os em cinzas de fornalha.

Os troncos a queimar ,zunem , assobiam,

como o desesperado grito de uma prece,

como se a seiva que em si houvesse,

fosse resto de vida que teriam

e que o som que então, ali enviam,

fosse alertas aos homens que perpetram

crime hediondo, e que assim encetam,

viagem ao próprio fim que enunciam.


Sobem as labaredas, e ao céu clareiam

num imenso rubor que ao longe ver-se.

como se o próprio céu fosse acender-se

na maldade dos homens que as ateiam,

e a oblação na pira que incendeiam

fosse por DEUS ali indeferida,

pagando os homens com a própria vida,

o preço vil do mal que ali semeiam.


Estalam os galhos secos, e as folhagens,

tostadas pelo sol são consumidas

com rapidez de pólvora, e reduzidas

a fino pó levado nas aragens.

nos aceiros da roça, ali na margem,

a aba da floresta é atingida

e árvores gigantescas, ainda em vida,

são pelo fogo, em pé, ali crestadas.

As labaredas rodopiam aos ventos

por centenas de metros assim subindo,

e velozes , avançando , vão-se indo

a cobrir toda área em momentos;

conseguem-se imaginar todos os tormentos,

que o escrito mais maniqueísta

e Dantesco que haja, não registra,

e ouvir-se toda classe de lamentos.

Choram ali os vergéis que se consomem,

chora o vento que ao fogo ativa e alastra,

chora o clarão da chama que alabrastra

e a noite; e a escuridão que ante ele somem,

chora as chamas que aos troncos lambem e comem,

de desespero o próprio fogo chora,

na tremenda aflição daquela hora,

lá todos choram, só não chora o homem.


Ah; que torpeza, quanta ignorância,

deste ser racional que se intitula

o mais sábio dos seres, e se rotula

de ser superior; quanta arrogância.

talvez até que na primeira infância,

assim o fosse, mais ali deixara,

toda bondade que de DEUS ganhara

agindo agora em pura discrepância.


OS HOMENS seres maus e abjetos ,

que só poluem , corrompem e desvirtuam,

e em toda área da terra onde atuam

sacrificam a paisagem aos seus projetos,

e embora existam ainda uns poucos retos,

poluem os rios, os mares e o próprio espaço,

e a Terra que os abriga em seu regaço

Um dia OS AFOGARÁ em seus DEJETOS.


Mestre Egídio

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=32200#ixzz0w2wcmuEo

Um comentário:

  1. Sei que a linguagem dos blogs devem textos curtos, mas pela relevância do poema em comparação das atrocidades do homem contra a natureza nos últimos dias ousei compartilhar com aqueles com os verdadeiros leitores que preocupam com o bem estar da humanidade.

    Se conseguiu ler tudo, parabéns!

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